sábado, 1 de outubro de 2016

ARFOC-SP- Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo


ARFOC-SP
A Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo, ARFOC-SP, é uma sociedade civil de cunho cultural, sem fins lucrativos e destituída de caráter político-partidário.
A ARFOC-SP tem como objetivo incentivar e desenvolver ações culturais no estado de São Paulo, representando seus associados nas questões relacionadas à imagem fotográfica e cinematográfica.
Para isso, a ARFOC-SP promove cursos, seminários, palestras e exposições relacionados ao fotojornalismo, telejornalismo, direito autoral entre outros temas que visam o aprimoramento profissional e difusão cultural.
As Instituições interessadas em desenvolver convênios e parcerias com a ARFOC-SP, solicitar palestras e ou exposições deverão enviar solicitação pelo e-mail: arfoc-sp@arfoc-sp.org.br 

Diretoria biênio 2016/2018

Presidente Marcos Alves | Vice-Presidente Luis Carlos Murauskas |Secretário-Geral Erivam de Oliveira | Tesoureiro Helvio Romero | Diretor de Comunicação Flavio Torres | Diretor de Marketing e Cultura Leo Martins | Diretoria de Credenciamento e Direito Autoral Levi Bianco, Ricardo Trida,  Werther Santana | Conselho Fiscal Jaleco Santana, Monica Bento, Nelson Coelho | Suplentes Alex Silva, Danilo Verpa, Gustavo Scatena, Mastrabgelo Reino, Miguel Schincariol

Conselho ex-presidentes

Jorge Araujo | Inacio Teixeira | Paulo Whitaker | Rubens Chiri | Maria de Lourdes (LULUDI)

Comissão de Ética 

Armando Fávaro | Eliária Andrade |  Daniel Augusto Jr, |  José Cordeiro | Nelson Chinaglia




Fotojornalistas no Brasil


fotojornalista é um jornalista/repórter-fotográfico, segmento da profissão de Jornalismo. Não confunda fotojornalista com fotógrafo. Ao repórter-fotográfico cabe registrar fotograficamente quaisquer fatos ou assuntos de interesse jornalístico. No Brasil o exercício da profissão de fotojornalista é livre, em todo o território nacional e foi amparado pelo DECRETO-LEI Nº 972, DE 17 DE OUTUBRO DE 1969

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 17 de junho de 2009, que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. Por 8 votos a 1, o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.
No caso dos fotojornalistas, a exigência de diploma de jornalista nunca foi exigida. Na Constituição brasileira de 1988, no artigo 5o, incisos IX e XIII, e o artigo 220, tratam da liberdade de manifestação do pensamento e da informação, bem como da liberdade de exercício da profissão.

Formação

A formação prática de fotojornalistas no Brasil, desde os anos 60, não mudou a trajetória da história visto através da fotografia. Muitos deles continuam em plena atividade, partindo para o campo de documentação, projetos especiais, ministrando aulas e se tornaram fundadores e proprietários de agências de fotojornalismo.
A polêmica derrubada do diploma de jornalista, não atingiu, de fato, este segmento da categoria. Com a praticidade e origem de equipamentos fotográficos digitais, a popularização da profissão, a mídia da imagem, foi massificada.

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    Fotojornalismo

    Migrant Mother, Dorothea Lange, Estados Unidos, 1936
    fotojornalismo vem do ramo da fotografia, onde a informação é clara e objetivada, através das imagens. Pode também ser considerada uma especialização do jornalismo.
    Através do fotojornalismo, a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. Essas informações são transmitidas pelo enquadramento, distancia focal, composição, escolhidos pelo repórter-fotográfico diante dos fatos. Nas comunicações impressas, como jornais e revistas, bem como na internet, o endosso da informação através da fotografia é constante.

    Gêneros

    A fotografia nos meios de comunicação é muito importante como fonte de informação. Matérias jornalísticas destacam-se com a presença da fotografia.
    fotografia em preto e branco publicada em jornais, existe há mais de cem anos e é uma das características do fotojornalismo. Embora afotografia colorida tenha ganho espaço nessa categoria, no início dos anos 1970, com as revistas semanais brasileiras MancheteVeja eRealidade, entre outras.
    Alguns gêneros de fotografia jornalística podem ser destacados:
    • Fotografia social: Nesta categoria estão incluídas a fotografia política, de economia e negócios e fotografias de factos gerais dos acontecimentos da cidade, do Estado e do País, incluindo a fotografia de tragédia;
    • Fotografia desportiva: Nessa categoria, normalmente as informações de lances individuais influi na sua publicação;
    • Fotografia cultural: Este tipo de fotografia costuma chamar a atenção para a notícia antes dela ser lida;
    • Fotografia policial: Categoria associada a imagens de combate, apreensão e ou repressão policial, crimes, mortes. Este tipo de fotografia, muitas vezes, recebe destaque na sua publicação, o que provoca as mais variadas reações diante dos factos.



    História do fotojornalismo

    Os daguerreótipos obtidos pelos irmãos daguerre em 1841, retratando a procissão de centésimo aniversário de Joseph II, em Viena, foram o primeiro registro fiel de um evento a ser divulgado. O curto tempo de exposição - apenas um segundo, o que levou as imagens a serem intituladas Sekundebilder - permitiu, pela primeira vez, o congelamento do movimento.
    O final do século XIX e início do século XX vê o aparecimento de películas cada vez mais sensíveis. Isso irá permitir o registro da ação durante seu desenrolar, o que acabará por se tornar a característica definidora do fotojornalismo.

    Técnica

    Com o passar dos tempos os jornalistas/repórteres-fotográficos desenvolvem o que podemos chamar de visão periférica, uma graduação maior de visão.Os graus de visão dorepórter aumentam por ter que cuidar à distância e próximo, exemplo claro disso é o futebol, onde ambos extremos são utilizados.

    Fotojornalismo independente



    A ideia do fotojornalismo independente surgiu na França após a II Guerra Mundial. Formou-se agência de fotógrafos com um mesmo objetivo: ter liberdade de pauta, discutir os trabalhos realizados, se aprofundar nas reportagens e sobretudo lutar pelos direitos autorais e a posse dos negativos originais. A Agência Cooperativa Magnum, fundada em1947 em Paris, por quatro fotógrafos: Henri Cartier-BressonRobert CapaDavid Seymour e George Rodger, foi a pioneira. O movimento de reconstrução da Europa e o progresso tecnológico exigido pela destruição da guerra proporcionaram a criação de uma forma nova de fazer e comercializar a fotografia e discutir sua função. Paris, pela sua importância geográfica e ideológica, facilitava isso. A criação dessa nova forma de agenciar imagens viria modificar toda a história do fotojornalismo no mundo.
    No Brasil, existe diversas agência de fotojornalismo que buscam a liberdade de escolher pautas hardnews, dando abertura para seus colaboradores buscarem as pautas que mais tem afinidades. As principais agência no Brasil são: Agência Estado, Agência O Globo, Futura Press, Brazil Photo Press, Agência RBF Press, Agência Inova Foto, entre outras.

    Agências de notícias

    Com o tempo, as Agências de Notícias proliferaram-se, e hoje muitos jornais de pequeno e médio porte tem agências, licenciando os seus fotógrafos para venda de seus trabalhos em redes OnLine na internet e nos jornais com circulação interna. Podemos observar sobre a imagem ou ao lado dela, o nome da agência ou a abreviatura. Exemplo AE (Agência Estado) no Brasil e AFP (Agence France-Presse) original francesa, AP (Associated Press), (Reuters) .

    Paparazzi

    Com a morte da princesa Diana se criou um folclore sobre os paparazzi, esses fotógrafos de ocasião podem chegar a ficar famosos em virtude de suas fotos. Estar a postos com uma câmara na mão basta para registrar uma imagem que pode render muito dinheiro, e também reputação. A cantora norte-americana Britney Spears costuma ser alvo dos paparazzi que faturam milhões com fotos dela em ocasiões constrangedoras, certas partes dos EUA já adotaram políticas contra este tipo de profissional.

    Fotojornalismo esportivo

    Fotojornalismo esportivo são fotos informando sobre o esporte, normalmente para o leitor poder imaginar melhor por exemplo um jogo de futebol ou um jogo de basquete

    Fotografia publicada

    Em 1900, surge a Revista da Semana, como suplemento do Jornal do Brasil. Essa revista passa a utilizar fotografias lado a lado com caricaturas, popularizando a imagem fotográfica no Brasil. Em 1904 o jornal London Daily Mirror publicava a primeira fotografia colorida em jornal.

    Crédito fotográfico - direito autoral

    No Brasil a   lei Nº 9.610de 19 de Fevereiro de 1998, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais. O crédito fotográfico é obrigatório em todas as publicações.
    Os direitos autorais de uma fotografia, assim como demais obras e criações, podem ser licenciados através de licenças como a  Creative Commons.

    Referências bibliográficas

    • FRIZOT, Michel. The New History of Photography. Köln: Könemann, 1998.
    • HORTON, Brian. Associated Press Guide to Photojournalism. New York: McGraw-Hill, 2000.
    • KEENE, Martin. Fotojornalismo: Guia Profissional. Lisboa: Dinalivro, 2002.
    • MARINOVICH, Greg. O Clube do Bangue-bangue: Instantâneos de uma Guerra Oculta. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
    • SOUSA, Jorge Pedro. Uma História Crítica do Fotojornalismo Ocidental. Chapecó/Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.




    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

    História da fotografia

    Máquina fotográfica.

    história da fotografia pode ser contada a partir das experiências executadas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade. Por volta de 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem de luz através de um pequeno orifício. O físico e matemático Alhazen torno doséculo X, descreveu um método de observação dos eclipses solares através da utilização de uma câmara escura. A câmara escura na época, consistia de um quarto com um pequeno orifício aberto para o exterior.
    Em 1525 já se conhecia o escurecimento dos sais de prata, no ano de 1604 o físico-químico italiano Ângelo Sala estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Até então, se conhecia o processo de escurecimento e de formação da imagens efêmeras sobre uma película dos referidos sais, porém havia o problema da interrupção do processo. Em1725Johann Henrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo. Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata, examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Notou também, que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta. Continuando, colocou papel carbono no frasco e o expôs ao sol, depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu então, que era a presença da luz que provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam. O químico sueco Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz.
    Thomas Wedgwood realizou no início do século XIX experimentos semelhantes. Colocou expostos à luz do sol algumas folhas de árvores e asas de insetos sobre papel e couro branco sensibilizados com prata. Conseguiu silhuetas em negativo e tentou de diversas maneiras torná-las permanentes. Porém, não tinha como interromper o processo, e a luz continuava a enegrecer as imagens.
    Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo onde os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz. Porém, o francês Joseph-Nicéphore Niépce o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, este fica insolúvel sob a ação da luz, e as sombras na base metálica. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol este endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa, porém nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, este penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Formando desta forma uma imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.
    Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo.
    Este consistia numa placa de de ouro e prateada, exposta em vapores de iodo, desta maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura é exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens. Estas, eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e John F. Goddard em 1840, estes criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.
    William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.
    O calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.
    Frederick Scott Archer inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio. Em 1871Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874, as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas...
    Os irmãos franceses Jean Niceforo e Claude Niepce são os primeiros a relacionar a imagem realizada com luz e uma câmera escura. Mas eles não foram os únicos investigadores desta atividade, em que pese que foram os únicos a chegar ao fim desta prática.

    Fonte:Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre